Há lugares que pertencem à geografia e outros que pertencem à lenda. Fafe é ambos. Conhecida em todo o mundo como a «Catedral dos Ralis», a vila que os pilotos veneram deve a fama ao troço Fafe/Lameirinha e ao célebre salto junto à Pedra Sentada, onde os carros do Campeonato do Mundo voam perante multidões em festa. Entre o pó, o granito e o rugir dos motores, esta é uma cultura viva que se visita todo o ano — e se vive intensamente em maio.
O salto que fez história
No alto do troço de Fafe, uma rocha granítica em forma de cadeirão — a Pedra Sentada — batizou o salto mais fotografado dos ralis. Foi aqui que, no ano 2000, Armin Schwarz fez pairar o seu Škoda Octavia WRC numa imagem que correu mundo e transformou este lugar no ponto mais disputado para ver passar o Rally de Portugal. Junto ao salto da Pereira e à passagem do Confurco, compõe um cenário de peregrinação para qualquer apaixonado por automóveis.
O Museu do Rali
Inaugurado em julho de 2021 no centro da cidade, o Museu do Rali de Fafe reúne cerca de duas dezenas de carros de competição — originais, réplicas e reconstruções — além de fatos, capacetes, miniaturas, cartazes e espaços multimédia que contam meio século de paixão. É a forma perfeita de sentir a emoção do troço mesmo fora da época de provas.
Um calendário de motores
Fafe é palco regular do WRC Vodafone Rally de Portugal, em maio, e do Rali Serras de Fafe, prova que abre tradicionalmente o calendário nacional e que regressa ao Campeonato da Europa de Ralis. Somam-se eventos de clássicos, como o Historic Rally Fafe, que fazem das serras do concelho um circuito quase permanente.
Não perca
- O mítico salto de Fafe, junto à Pedra Sentada, no troço Fafe/Lameirinha
- Museu do Rali, com carros de competição originais e réplicas
- Ambiente único do WRC Rally de Portugal em maio
- Rali Serras de Fafe, clássico do calendário nacional e europeu
- Fotografia obrigatória no cenário granítico do troço
- Memorabilia e histórias dos grandes pilotos que aqui voaram
Dicas de quem cá vive
- Em dias de prova, chegue muito cedo: as zonas junto ao salto enchem horas antes da passagem dos carros.
- O museu abre à tarde (encerra à segunda-feira); para grupos, é possível marcar visitas fora de horas.
- Fora da época de ralis, suba de carro ao troço da Lameirinha para ver a Pedra Sentada com calma.


